"PLANO DE AULA"

PLANO DE AULA-BASEADO NA OBRA DE PORTINARI

Trabalho do Curso de Complementação de Estudos-Educação Infantil Professora Marifátima Corleone. Alunas: Cibelle Maciel, Cleide Cristina de Sousa, Eliane Cardoso de Arruda, Gislene V. Gonçalves de Alencar, Hélia Márcia de França Pereira, Olga Cristina Bugiatto Ribeiro e Sílvia da Silva Paula dos Santos.

Enfoque: A obra de arte de Portinari “Meninos Soltando Pipas-1947”. Idade: 5 anos (3° estágio). Duração: 1 aula. Objetivos: -Resgatar as brincadeiras tradicionais; -Valorizar o nosso Folclore Brasileiro; -Despertar a conscientização sobre a prática de soltar (empinar) pipas; -Desenvolver a coordenação visual e motora, ritmo e a relação entre espaço e tempo; -Propiciar as crianças momentos de recreação e prazer. Conteúdo: -História do pintor brasileiro Candido Portinari; -Artes: confecção de pipa; -Matemática: quantidade e medida; -Tema Transversal: Pluralidade Cultural (presente na obra de Portinari e na valorização das brincadeiras tradicionais) e Saúde (cuidados com a forma, materiais e locais onde empinar pipas). Procedimentos-ações e estratégias: -Observação da obra de arte Meninos Soltando Pipas; -Levantamento das idéias dos alunos: ·O que estão vendo? ·Que local é aquele onde a cena é representada? ·O que são pipas? ·Já empinaram pipas? ·De que material ela é feita? ·Como se empina? -Leitura da biografia do pintor; -Levantamento do que o pintor quis passar com a obra; -Levantamento da maneira mais adequada de empinar, materiais e locais que não ofereçam perigos e causem acidentes; -Confecção em sala junto com as crianças; -Vivência no pátio da escola com a manipulação da pipa. Recursos materiais: -Reprodução da pintura Meninos Soltando Pipas; -Livro com a figura de Portinari e a biografia; -Sulfites coloridas ou papel de seda; -Varetas de madeira; -Linha; -Tesoura; -Cola. Observação: Para envolver a família e a comunidade, procurar fazer essa atividade com os pais ou um dos responsáveis, ou um apenas que represente os pais da sala, para auxiliar na confecção. Avaliação: -Registro da fala das crianças e observação da participação, das reações e atitudes individuais e coletivas; -Registro da professora e fotos da vivência para portfólio e exposição na escola.

BIBLIOGRAFIA RAFFA, Ivete. Fazendo Arte com os mestres 2. São Paulo: Escolar. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG54802-6011-242,00.html http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/1940 http://www.portinari.org.br/candinho/candinho/gen_1.pl-BR+exact+OA-3320+GT-02++.htm

http://www.duplipensar.net/artigos/2007s1/reflexoes-sobre-curriculo-oculto-nas-series-iniciais.html

Tive um artigo selecionado para ser publicado no site: http://www.duplipensar.net/index.html Fiquei muito satisfeita, pois além do site ser de ótima qualidade, verificamos que o nosso esforço pessoal em tentar compreender e analisar criticamente o mundo, principalmente para um pedagogo, faz juz ao que a educação solicita de um indivíduo, de sempre procurar aprender e situar-se no seu momento sócio-histórico-cultural.


Cibelle Maciel - Publicado em 13.04.2007

Desde 1902, com a publicação do livro The child and the curriculum de John Dewey, que ressaltava a importância da valorização das experiências dos alunos, independente da relação da formação para o trabalho, temos o início da discussão da necessidade de avaliação do currículo e da postura do professor frente à política pedagógica adotada pela escola. Apesar de tantos anos terem se passado e de estarmos no século XXI, vemos a reprodução do modelo criticado por Dewey e por outros teóricos, de forma irrefletida.

No Brasil temos a imensa maioria de estudantes freqüentando a escola pública, grande parte dos alunos são da camada pobre da população. Esse fator econômico influencia na prática educativa do professor na medida em que o currículo é estabelecido para crianças da cultura dominante, ou seja, o conhecimento dos alunos pobres não é aproveitado muitas vezes, porque alguns professores não consideram esses conhecimentos válidos para o ensino aprendizagem. Sendo que essa cultura passa a ser desvalorizada, como algo não correto, pois não corresponde às determinações da cultura dominante.

Para a ideologia dominante é importante que o sistema social continue igual, pois assim seus representantes manteriam a condição de dominante, detendo o poder econômico e estabelecendo a cultura que seria seguida pelas demais classes sociais. Isso se realiza através da educação autoritária, onde o aluno não participa ativamente do processo educativo e onde não desenvolve a consciência crítica da sociedade. Através da transmissão do conteúdo curricular e de um modelo de economia, aprendido pelos alunos na escola, se estrutura a sociedade capitalista, que é a qual vivemos.

Na sociedade capitalista, o trabalhador precisa respeitar o patrão e não questionar se quiser se manter no emprego. Esse modelo de relação trabalhista, é ensinado pela escola, principalmente a escola pública, porque os alunos pobres aprendem tanto na relação com os agentes educativos e com o professor, como com o currículo oculto, a serem pacíficos, a não criticarem.

O currículo oculto aparece desde a determinação dos objetivos pedagógicos do projeto escolar, até na prática pedagógica do professor.

O professor quando não atribui valor aos conhecimentos prévios dos alunos, por considerações pessoas ou filosóficas, auxilia nesse processo da reprodução cultural.

Muitas vezes o educador não reflete sobre a sua importância para as modificações sociais, e isso ocorre quando este não desenvolveu a capacidade de reflexão crítica.

As séries iniciais são o ponto de partida na vida acadêmica e na tomada do desenvolvimento da autonomia reflexiva da criança, por isso, a construção da criticidade tem seu início nos primeiros anos do ensino fundamental.

Além de refletir sobre essas considerações, o educador precisa agir frente às necessidades apresentadas, não que ele solucionará todos os problemas dos alunos e da escola, mas se tomar a iniciativa de trabalhar com os alunos, com os outros professores e com a comunidade para modificar ou melhorar alguma situação pela qual a escola e o aluno passam, com certeza estará realizando o segundo passo da reflexão crítica, que é a ação. O ato pedagógico necessita de reavaliação constantemente, pois as modificações cotidianas da sociedade solicitam essa revisão.

A escola, demonstra ser o refúgio de muitas crianças pobres, assim como das crianças que tem a família desestruturada, ou sofrem privações econômicas que interferem no seu desenvolvimento escolar, portanto o educador precisa preparar-se para estes problemas, não só emocionalmente, como também avaliar que o ato pedagógico é uma das poucas profissões que permite intervir diretamente na estrutura social.

Se não há preparo filosófico e político, o educador, ao deparar-se com os problemas mencionados, tende a culpar o próprio aluno e alienar-se da situação.

Os conteúdos curriculares devem contemplar sempre a heterogeneidade de uma comunidade, assim como os educadores precisam envolver essa população, nas situações problemas.

A valorização dos alunos e da sua cultura permite a ação pedagógica em consonância com aquilo que eles podem realizar.

Desse modo, a sociedade democrática se constrói com a valorização do indivíduo e da diversidade cultural, social e econômica. Isso propicia o desenvolvimento das ações transformadoras.

Agir sozinho também não acarretará grandes mudanças na educação, é necessário incutir nos alunos e nos demais professores a necessidade dessas reflexões constantemente, para que estes influenciem outras pessoas, realizando o movimento da reprodução crítica e não mais da reprodução cultural.

Bibliografia:
ALARCÃO, Isabel. Professores Reflexivos em uma Escola Reflexiva. 2. ed. São Paulo; Cortez, 2003.
APPLE, Michael W. Política cultural e educação. São Paulo: Cortez, 2000.
_______Ideologia e Currículo. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
ARAÚJO, Ulisses F. Temas transversais e a estratégia de projetos. São Paulo: Moderna, 2003.
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean Claude. A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 8. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
_______ Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 29.ed., São Paulo: Paz e Terra, 2004.
GUZZONI, Margarida Abreu. A autoridade na relação educativa. São Paulo: Annablume, 1995.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? novas exigências educacionais e profissão docente. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2004.
SILVA, Ezequiel Teodoro da. Magistério e Mediocridade, 2. ed. São Paulo: Cortez, 1993.
 



 

 

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Autor: Cibelle

Jogo Pedagógico: Introdução Os jogos pedagógicos, auxiliam no processo de ensino aprendizagem, devido serem uma alternativa lúdica, que pode ser contextualizada de acordo com a atividade. No início e durante a alfabetização, muitos alunos encontram dificuldades para a progressão da fase da hipótese em que estão. Dessa forma, os jogos elaborados pelo professor demonstram-se de grande valia, tanto para a progressão na aprendizagem como para a conceituação que aprender pode ser muito agradável. Uma das grandes precursoras na ela elaboração de jogos, foi Maria Montessori, que possibilitou em sua época uma aprendizagem significativa para o aluno e lúdica. Além de auxiliar nos fatores acima citados, o jogo possibilita a sociabilização dos conceitos da língua já formulados pela criança, assim como desenvolve a afetividade entre os jogadores e possibilita a dimensão de limite e respeito ao próximo, pois durante o jogo o aluno terá de aguardar a sua vez, como também poderá jogar individualmente gerando uma reflexão sobre a hipótese escrita. Objetivos Progredir na concepção da hipótese em que o aluno está; Possibilitar o pensamento interdisciplinar; Sociabilizar conhecimentos; Desenvolver atitudes de convivência social; Desenvolver a reflexão individual. Elaboração Material necessário: Uma ou Duas placas de papel cartão; Folhas de sulfite; Um metro (1 m) de papel contact transparente; Canetinha, lápis colorido, tesoura e cola comum. Letras de eva. Cortar o papel cartão em quadrados de 10 cm x 10cm, totalizando 26 quadrados; Cortar as folhas de sulfite em 10 cm x 10 cm, totalizando 26 quadrados; Cortar o papel contact em 10 cm x 10 cm, totalizando 26 quadrados; Escolher 26 palavras de um mesmo campo semântico, sendo que a inicial não poderá se repetir, não é necessário ter 26 palavras completas.Este procedimento pode ser realizado com os alunos, cada um pode falar uma palavra que será colocada no jogo. Passos Desenhar as palavras escolhidas no papel sulfite; Pintar os desenhos; Escrever o nome das palavras, menos a letra inicial; Colar o papel sulfite do lado avesso do papel cartão (parte marrom); Colar o papel contact do lado do desenho; Separar as iniciais de eva, embaralhando-as. Aplicação Em grupo e individualmente os alunos podem: Contar a quantidade de cartas; Organiza-las (não é necessário a intervenção do professor nesse momento); Encontrar as letras iniciais das palavras; Verificar as letras do alfabeto que não possuem palavras no jogo; Organizar as cartas alfabeticamente. Uma outra variação do jogo elaborado por nós, é o conceito interdisciplinar, onde atrás das cartas, existe um outro jogo, onde o aluno terá de contar a quantidade de desenhos e colocar a carta correspondente. Conclusão Os jogos elaborados pelo educador, possibilitam a aprendizagem lúdica, gerando interesse do aluno pelo conteúdo, além de desenvolver outros aspectos, como a sociabilização, a reflexão individual e um aprendizado significativo.

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Autor: Cibelle

Oficina de Jogos Pedagógicos, a professora Yara é a primeira da esquerda para a direita.

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Mais uma foto do Boi da Cara Preta em Braille, nessa parte ele está indo embora pois ninguém quer ser seu amigo. Na parte de cima está a escrita braille (fica difícil perceber os pontinhos). Esse boizinho não é foférrimo?

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Trabalho em Braille, utilizei elementos como folhas, tinta plástica, sobras de papéis e tecidos para confeccionar a elevação do livro e é claro usei a minha reglete para transcrever o livro da História "O Boi da Cara Preta".

Realizamos uma visita ao zoológico de São Paulo para fazermos um trabalho de Metodologia de Ciências da professora Carla Hanssen, teremos de estudar uma espécie específica, o difícil é escolher depois de tantos animais interessantes que vimo e revimos,afinal, não é sempre que vamos ao zoológico. Confira as fotos de alguns animais no: 

http://visitanozoo.zip.net

LetramentoxAlfabetização

http://letramentoxalfabetizacao.zip.net

Exposição na Oca

Hoje fomos ver a Exposição Dinos na Oca, no parque do Ibirapuera,a professora Carla Hanssen de Metodologia de Ciências nos orientou, relatando detalhadamente todos os períodos de nossas eras terrestres,inclusive as glaciações que culminaram com o extermínio de nossos queridos dinossauros.Imperdível!

As fotos estão grandes mesmo,quem não gostar pode ir na exposição e fazer fotos "menores",OK?

Salete, a professora Carla Hanssen e Cybelle.

Logo quando entramos no túnel que contava a história das eras, verificamos o bom gosto dos organizadores que utilizaram Tvs de plasma. 

 

Nosso planeta há 600 milhões de anos:

 

 

  

JOBARIA

 

 Mais fotos:  http://dinosnaoca.zip.net/  

                                         

E aí pessoal, tudo bem? as nossas aulas começaram no dia 13/02, temos muito para comemorar pois agora vamos ter mais assunto pra comentar!

Queremos aproveitar e agradecer o comentário sobre o  blog assuntosdepedagogia pelo blog http://educfead.zip.net/arch2005-10-23_2005-10-29.html do pessoal do Memorial,aí valeu!

Novas Tecnologias  

 

 

 

Letramento

"Letrar-se" é um processo que ocorre em vários locais, na igreja, no clube,na escola e em outras instituições, dessa forma é um conceito mais amplo que alfabetizar-se, que se dá, sistematicamente, na escola.  Mas nem sempre o nível de escolarização corresponde ao nível de letramento. Nesse sentido, pode-se dizer que há diferentes níveis de letramento, como há diferentes níveis de escolarização.

 

TEMAS   TRANSVERSAIS

Teoricamente a Constituição de 98, garante os direitos de participação social dos indivíduos, porém, sem o respaldo educacional,isso não é possível.Para isso os Pcns, ratificam a necessidade dos conteúdos contemplarem á compreensão das questões sócio-históricos-culturais, pelo aluno.O professor precisa aproveitar todas as situações possíveis, para constextualizar assuntos pertinentes à vida real, como os temas transversais.   

ÉTICA

                         São os assuntos pertinentes à Justiça, ao Respeito mútuo, Diálogo e Solidariedade.Se os animais conseguem  conviver juntos, sendo diferentes, nós também conseguimos.

MEIO AMBIENTE

                   Os alunos precisam refletir sobre a relação do homem com o meio ambiente e as suas consequências, á médio e longo prazo, principalmente para a sobrevivência da raça humana. 

SAÚDE

                          Para os alunos terem uma boa qualidade de vida,é necessário conhecerem tudo que se refere à saúde coletiva e pessoal, isso abrange desde a higiene,até o saneamento básico da comunidade. 

 

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